segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

#triste

Sabe qual a pior das sensações? Aquela que vai te deixando para trás, que vai te arrastando, te fazendo cair e você não consegue levantar, talvez porque não queira ou por ser pouca a sua fé ou mesmo o seu pensamento ser mais negativo que o clima na Antártida.
Pior do que isso são os turbilhões de pensamentos negativos que nos invadem quando paramos para pensar na nossa vida. Os ‘ses’, os talvez, as pessoas que a gente deseja não encontrar nunca mais, as pessoas que a gente queria muito que estivesse ao lado, mas que se deixou ir sabe Deus por qual motivo.
Detesto ficar sem ter o que fazer... fantasio as piores coisas na mente e meu coração fica pesaroso. Passo a me vitimizar e confesso que os sentimentos esculpidos neste momento são terríveis, acabei acreditando naquele ditado que fala ‘mente vazia, oficina do ...’ nem vou completar para não atrair mais coisas ruins.
E a gente tenta se reerguer e pensar que tudo vai dar certo... mas vem algo de ruim e acontece... seja um problema, uma doença, uma pessoa...

Hashtag triste

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Parágrafo Único

Aproveitar ao máximo. Assim começa. Sorrir, cantar, dançar, pular. Viver a vida de uma forma única e criativa. Aproveitar as pessoas que nos cercam, conhecê-las, conversar, descobrir amores, escolher amigos, encontrar inimigos. Abraçar, acariciar, viver ao máximo ao lado daqueles que nos fazem bem, partilhar segredos. Quanto aos inimigos, ignorar. Isso muda tudo. Quanto aos amigos,mantê-los por perto, por mais difícil que seja, por mais distante que estejam. Usar cartas, telefones, internet, sms. Viver a vida intensamente, coisa que ando aprendendo há um tempinho.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Releitura

Tem dias na vida da gente que pensamos em largar tudo, desaparecer, virar fumaça, sumir! É estranho, eu sei, mas às vezes acontece das pessoas que mais gostamos nos magoar! É assim com o João, com a Patrícia, com meu tio... nós também somos capazes de soltar farpas que podem ferir os outros e por vezes nem nos damos conta pois estamos apenas disseminando o que recebemos do outro.
Por isso é de extrema importância analisar se iríamos gostar se fizéssemos conosco o que fazemos com os outros. Se os olhos aceitariam a pimenta, se a nossa grama seria mais verde ou se o gado o mais gordo. Eu penso que as pessoas estão com o sensor (sensor mesmo, aquele que detecta) crítico no alerta, um passinho em falso e somos bombardeados das mais variadas, sejam construtivas ou destrutivas. O ser humano não oferece mais solução, mas sim um punhal de palavras que ditas de forma atravessada disferem a carne de muitos.
Já dizia (ainda diz) um amigo meu "todo mundo quer o bônus, ninguém quer o ônus", é muito fácil jogar a culpa no macaco mais gordo que vai quebrar o galho!
Eu não quero colher os louros de ninguém, nem os meus. Não preciso disso. Não busco reconhecimento, não busco ser o melhor me comparando a alguém que talvez não tenha tido a mesma oportunidade que eu. Não preciso provar o quão inteligente eu seria. Só queria que as pessoas fossem um pouco mais condescendente e vissem a vida com olhos que realmente enxergam. Saramago mostra nitidamente em sua obra "Ensaio sobre a cegueira" o quanto somos cegos, o quanto enxergamos somente o que nos convém, vivemos numa perfeita escuridão e enquanto não aprendermos a passar pelas adversidades da vida com os olhos do coração, de nada valem nossas córneas. Foi perfeito em sua colocação: a humanidade está cega!
Em um desses domingos, estive assistindo um programa que trata de diversos assuntos, mas o que me chamou atenção foi a história de um atleta que percorreu muitos quilômetros no deserto do Atacama. Mas ele era diferente, não era qualquer atleta, ele era cego! Calma! Não era um cego qualquer, era um homem que devido uma enfermidade se tornou cego. E o que mais me emocionou não foi o fato dele ter perdido a visão, mas sim a maneira como ele enfrentou a situação. Antes dele perder totalmente, ele passou a fazer algumas atividades de olhos vendados, assim se acostumaria com a escuridão que estaria por vir. Depois, aposentado por invalidez, passou a correr na praia guiado pelo barulho dos carros e tornou-se medalhista!
E nesse momento quando vi aquela reportagem fiquei pensando um pouco sobre minha vida, não tenho deficiência física alguma, mas por vezes me imponho limitações que me tornam deficiente, me bloqueio, não me permito ir além. Mas, voltando ao medalhista, não contive as lágrimas quando ele disse que não importava como a repórter era, o que vestia ou usava. Ele disse que agora via com o o coração, que a partir do momento que cegou passou a enxergar o mundo da melhor maneira possível.
Eu quero isso, não a melhor roupa, nem o sapato, nem carro. Quero aprender a ver o mundo com os olhos certos. Ver as melhores atitudes, os melhores gestos, as melhores situações. E torço para que as pessoas queiram o mesmo.